O que é vidro?
Qualquer que seja o tipo de
vidro, estes manifestam características comuns, como:
I. Apresentar uma estrutura
amorfa ou vítrea, isto é, um estado de matéria que combina a estrutura ordenada
dos materiais sólidos cristalinos, com a estrutura desordenada, característica
dos líquidos – estado vítreo. Os átomos
no vidro, embora apresentem um arranjo desordenado, apresentam uma posição fixa
II. Apresentar um comportamento particular
durante o arrefecimento. Como se sabe, o vidro resulta de um arrefecimento
rápido de materiais que foram fundidos, tornando-se rígidos, sem, no entanto,
adquirirem uma estrutura sólida cristalina.
Contudo, o processo inverso da
fusão é a cristalização, que surge normalmente, por arrefecimento do líquido, à
mesma temperatura que ocorre a fusão. Por exemplo, um material que funde a uma
temperatura de 1500º C, cristaliza à mesma temperatura, quando se verifica o
arrefecimento do material fundido.
Assim, para que ocorra
vitrificação é necessário que o arrefecimento seja de tal forma rápido, que não
dê tempo para haver uma reorganização da estrutura atômica dos materiais,
requerida pela cristalização.

Existem areias que pelas suas características granulométricas e pelo seu
elevado grau de pureza (quase monominerálicas), têm constituído matéria prima
fundamental para o fabrico do vidro, entre outras aplicações. É o caso das
areias brancas siliciosas As areias deste tipo incluem-se nas areias siliciosas
do Quaternário Glacial. De fato, a formação da maioria dos depósitos
superficiais, ocorreram durante este período, mais precisamente no
Pleistocénico (há cerca de 1.8
a 0.01 milhões de anos), em que ocorreram importantes
variações climáticas à escala do globo que se caracterizaram pela alternância
de períodos glaciários e interglaciários, com glaciações a atingirem,
inclusivamente, as latitudes médias. Durante longos períodos uma larga
superfície da Terra esteve coberta por
uma espessa camada de gelo, devido às baixas temperaturas que se fizeram
sentir.
A classe mineral dos silicatos é a mais importante das classes de
minerais, pois aproximadamente 30% de todos os minerais conhecidos são
silicatos. Com exceções de menor significado, todos os minerais que formam as
rochas magmáticas são silicatos, constituindo assim, cerca de 70% da crosta
terrestre. Esta predominância não é surpreendente, refletindo a abundância do
oxigênio e do silício na crosta terrestre.
A unidade química básica dos silicatos, sobre a qual se baseia toda a
sua estrutura, é a molécula SiO4 (figura ao lado), em que cada íon Si4+
se liga a quatro oxigênios (O2-), situados no vértice de um tetraedro.
Os tetraedros de SiO4 podem existir como unidades independentes, dentro
da estrutura dos minerais silicatados, ou podem ligar-se.
A associação de tetraedros resulta do fato de cada oxigênio (situado nos
vértices do tetraedro), ter a potencialidade de se ligar ao silício de outro
tetraedro. Nos silicatos os tetraedros unem-se pelos vértices. À capacidade que
os tetraedros têm de se ligar entre si, por compartilha de átomos de oxigênio,
dá-se o nome de polimerização. A
capacidade de polimerização dos silicatos é a origem da sua variedade.