segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Sustentabilidade é a sacada


Reutilização do silício de lixo eletrônico em células solar


Como já sabemos, os recursos renováveis oferecem muitas vantagens a um mundo carente de energia, eles podem ser usados de muitas maneiras, gerando problemas ambientais mínimos e respeitando a ética da vida e do ambiente. O potencial oferecido por esse recurso é imenso!
Diariamente incide sobre a terra mais energia  vinda do sol do que toda a demanda total de todos os habitantes de nosso planeta.
Com esta visão podemos dimensionar o quando esta energia poderá fazer um bem para humanidade.
Sabemos também que há  montanhas imensurável de baterias de celular, televisões, computadores, pilhas, aparelhos de celular e outros eletrônicos obsoletos, cuja vida útil é cada vez menor, ronda a população, trazendo prejuízos para o meio ambiente e para a saúde pública, pois possui muitas substancias tóxicas.
Umas destas, menos tóxica é o silício.
Os processos e etapas de reutilização do silício a partir do lixo eletrônico estão descritos abaixo: 

Silício x relações internacionais.

Esse foi um resumo sobre como o silício conseguiu movimentar o mercado das relações internacionais, com seu pequeno declínio e consequente, ascensão, apostas para o futuro , e consequências nas relações internacionais para o Brasil com o anuncio de uma fábrica no segmento.




quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Silício x economia e exportações


As exportações brasileiras de ferroligas experimentaram situações contrastantes em março. Enquanto os embarques de ferro-silício (>55% Si) aumentaram 43% mês a mês devido aos preços mais baixos, as exportações de ferro-nióbio caíram por causa dos preços mais altos.
De acordo com dados da alfândega brasileira, as exportações de ferro-silício totalizaram 17.392 toneladas em março, com preço médio de US$ 1.697/t FOB, contra 12.124 t em fevereiro e preço médio de US$ 1.889/t FOB.

Silício no vidro


O que é vidro?

Qualquer que seja o tipo de vidro, estes manifestam características comuns, como:

 I. Apresentar uma estrutura amorfa ou vítrea, isto é, um estado de matéria que combina a estrutura ordenada dos materiais sólidos cristalinos, com a estrutura desordenada, característica dos líquidos –  estado vítreo. Os átomos no vidro, embora apresentem um arranjo desordenado, apresentam uma posição fixa
 II.    Apresentar um comportamento particular durante o arrefecimento. Como se sabe, o vidro resulta de um arrefecimento rápido de materiais que foram fundidos, tornando-se rígidos, sem, no entanto, adquirirem uma estrutura sólida cristalina.
    Contudo, o processo inverso da fusão é a cristalização, que surge normalmente, por arrefecimento do líquido, à mesma temperatura que ocorre a fusão. Por exemplo, um material que funde a uma temperatura de 1500º C, cristaliza à mesma temperatura, quando se verifica o arrefecimento do material fundido.
    Assim, para que ocorra vitrificação é necessário que o arrefecimento seja de tal forma rápido, que não dê tempo para haver uma reorganização da estrutura atômica dos materiais, requerida pela cristalização.

Matéria prima do vidro:

   Existem areias que pelas suas características granulométricas e pelo seu elevado grau de pureza (quase monominerálicas), têm constituído matéria prima fundamental para o fabrico do vidro, entre outras aplicações. É o caso das areias brancas siliciosas As areias deste tipo incluem-se nas areias siliciosas do Quaternário Glacial. De fato, a formação da maioria dos depósitos superficiais, ocorreram durante este período, mais precisamente no Pleistocénico (há cerca de 1.8 a 0.01 milhões de anos), em que ocorreram importantes variações climáticas à escala do globo que se caracterizaram pela alternância de períodos glaciários e interglaciários, com glaciações a atingirem, inclusivamente, as latitudes médias. Durante longos períodos uma larga superfície da    Terra esteve coberta por uma espessa camada de gelo, devido às baixas temperaturas que se fizeram sentir.

Os silicatos

   A classe mineral dos silicatos é a mais importante das classes de minerais, pois aproximadamente 30% de todos os minerais conhecidos são silicatos. Com exceções de menor significado, todos os minerais que formam as rochas magmáticas são silicatos, constituindo assim, cerca de 70% da crosta terrestre. Esta predominância não é surpreendente, refletindo a abundância do oxigênio e do silício na crosta terrestre. 

   A unidade química básica dos silicatos, sobre a qual se baseia toda a sua estrutura, é a molécula SiO4 (figura ao lado), em que cada íon Si4+ se liga a quatro oxigênios (O2-), situados no vértice de um tetraedro.

   Os tetraedros de SiO4 podem existir como unidades independentes, dentro da estrutura dos minerais silicatados, ou podem ligar-se.
   A associação de tetraedros resulta do fato de cada oxigênio (situado nos vértices do tetraedro), ter a potencialidade de se ligar ao silício de outro tetraedro. Nos silicatos os tetraedros unem-se pelos vértices. À capacidade que os tetraedros têm de se ligar entre si, por compartilha de átomos de oxigênio, dá-se o nome de polimerização.  A capacidade de polimerização dos silicatos é a origem da sua variedade.


INVESTIGAÇÃO : SECEX INVESTIGA IMPORTAÇÃO DE DIÓXIDO DE SILÍCIO




A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) decidiu iniciar investigação para averiguar a existência de dumping nas exportações de dióxido de silício precipitado da Índia e da China para o Brasil. O produto é obtido por meio da mistura de areia e carbonato de sódio ou soda cáustica e é utilizado na produção de borracha para pneus, solado de calçados, no processo de fabricação de tintas e até de cremes dentais, entre outros.

Segundo circular da Secex, publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial da União (DOU), o pedido de investigação foi feito pela Rhodia Brasil, alegando dano à indústria doméstica. O dumping é caracterizado pela venda de produtos a um custo inferior ao de produção, com o objetivo de conquistar o mercado.




Chiclete de silício?? Sim! Quer um?



Cuidar da pele e combater o envelhecimento é a mais nova proposta de uma goma de mascar, popularmente chamada de chiclete da beleza. Lançado recentemente no Brasil, o chiclete é rico em silício orgânico, substância capaz de ativar a formação de colágeno, elastina e fibroblastos. Por isso, garante que a pele fique firme e viçosa.
Tudo isso acontece devido à reposição da substância encontrada em vários alimentos, mas que é de baixa absorção e, a partir dos 25 anos, começa a ter sua produção reduzida em até 80% pelo organismo. O déficit causa problemas, principalmente na pele, deixando mais fina, frágil e suscetível a rugas.
Além de acelerar o envelhecimento, a carência de silício no organismo humano pode causar numerosas doenças degenerativas, incluindo o Mal de Alzheimer. “A reposição do silício orgânico, por sua vez, é capaz de recuperar até 40% da firmeza e tonicidade da pele, reduzindo a flacidez e fortalecendo cabelos e unhas", explica a farmacêutica, Mika Yamaguchi.
Quem duvida do potencial do chiclete precisa saber que a novidade segue a filosofia dos nutracêuticos “in out”. Isso significa que, assim como eles, atua de dentro para fora. “Cada chiclete contém cerca de 10 mg de silício orgânico, quantidade necessária para melhorar o aspecto das rugas e a hidratação da cútis”, explica o cosmetólogo Maurício Pupo.
E os benefícios não param por aí. “O mineral facilita o funcionamento da estrutura de colágeno na pele”, reforça Esmeralda Lourenço Dias, farmacêutica especialista em nutracêuticos. Após a menopausa a reposição de silício entre mulheres ainda tem efeito benéfico sobre os ossos, por facilitar a absorção do cálcio.
A reposição com silício ainda pode melhorar a qualidade de vida de três em cada 10 brasileiros com hipertensão arterial. Isso porque, atua na elasticidade das paredes das artérias, diminuindo simultaneamente o risco de infarto e derrame, principais causas de morte entre brasileiros.



Fonte : http://beleza.terra.com.br/sua-pele/novidades/chiclete-de-silicio-promete-reduzir-rugas-e-hidratar-a-pele,5514e4739b5b8310VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html

Silício no Nordeste


JORNAL SILÍCIO

Nordeste pode atrair indústrias de silício

A Associação Brasileira das Empresas de Energia Renovável (Abeer) deseja incluir no projeto de lei do deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), que vai tratar sobre a energia renovável, atrativos que permitam captar uma indústria de refino de silício para o Nordeste.


A implantação de uma unidade deste tipo demandaria um investimento que varia entre US$ 7 bilhões e US$ 10 bilhões e atrairia outras empresas para a Região, que podem usar o mineral refinado para fazer placas fotovoltaicas – usadas para fabricar energia elétrica a partir dos raios solares –, celulares, processadores de computador, componentes da indústria eletroeletrônica e peças para equipamentos usados nas usinas de geração eólica.

“Existe uma grande empresa interessada em implantar uma nova unidade de refino e está em aberto o local que vai receber o empreendimento”, afirmou o presidente da Abeer, Fernando Cunha. Só existem cinco empresas que detêm a tecnologia de refino do silício no mundo. O Nordeste tem reservas do mineral no Semi-Árido de vários Estados, incluindo Bahia, Pernambuco e Ceará. Já existem minas sendo exploradas por uma multinacional na Bahia.

“A nossa expectativa é que a lei estimule toda a cadeia produtiva gerada em torno do silício, chegando até aos usuários que usam a energia gerada por fontes renováveis”, comentou Cunha, acrescentando que depois da aprovação da lei a entidade vai entrar em contato com a empresa que vai abrir uma nova unidade e convidar os seus diretores para visitar o Nordeste.

“Com a aprovação da lei, também vamos entrar em contato com os governadores para ver quais os Estados que têm interesse em atrair este tipo de empresa”, disse Cunha. Segundo ele, cada Estado poderia ficar com uma parte da cadeia, que inclui a exploração da mina, o refino do mineral e a implantação de empresas que vão usar o silício refinado para fazer produtos acabados.

“Cerca de 90% de todo o material que é consumido no Vale do Silício, nos Estados Unidos, sai das minas brasileiras”, informou Cunha. O Vale do Silício é uma região que fabrica produtos de informática. O Brasil tem a maior reserva de silício do mundo.

Segundo informações da Abeer, o Brasil exporta o silício bruto a aproximadamente US$ 60 por tonelada e importa, em média, a US$ 600 mil por tonelada em forma de processadores de computador, celulares e placas fotovoltaicas.

Silício x Meio ambiente


Relação: produção e consumo


OFERTA GLOBAL
Países produtores de cristais:
Os maiores recursos mundiais de grandes cristais de quartzo naturais encontrados no Brasil, e em menor grau nos Estados Unidos. Brasil, em média produz cerca de 6.000 toneladas/ano, enquanto os Estados Unidos têm uma produção de 450 toneladas/ ano. As reservas estão localizadas no Brasil, principalmente no estado de Minas Gerais é o maior produtor. Enquanto os estoques norte-americanos são considerados moderados.
As principais fontes de ágatas e ametistas estão localizadas no sul do Brasil e norte do Uruguai. Nos países da Comunidade Européia, os principais produtores de quartzo de alta pureza são Espanha e Itália, outros centros de produção são quartzo Alpes suíços, Japão, Madagáscar, Angola, Namíbia e África do Sul.
A produção das areias siliciosas* em 1998 em toneladas globais era 120.000.000, a oferta é liderada por EUA (24%), Holanda (23%), Áustria (5,4%),   França (5,4%), Alemanha (5,1%) e mais de 15 países que não excedam participação de 3% cada. Reservas de areia de sílica, em todo o mundo são suficientes para atender a demanda.
Argentina, em 1994 atingiu uma produção de 9.500.000 toneladas de areia de sílica por ano, que ficou em terceiro lugar nos países produtores.
Produção de sílica cristalina é desenvolvido exclusivamente nos Estados Unidos, em 1995, a produção foi de 79,7 mil toneladas, com um valor estimado de US $ 3.000.000.
A produção de sílica fundida "quartzo", é desenvolvido principalmente por EUA, Alemanha, Holanda e Reino Unido.
Estatísticas de produção de outros materiais à base de sílica, como metal silício e ferro-silício, mostram que, em 1998, a produção global de 3,4 milhões de toneladas tinha dois anos, correspondente ao ferro-silício quatro quintos do total. Países produtores são de ferro silício Brasil, China, Noruega, Rússia, Ucrânia e Estados Unidos, e silício metálico Brasil, China, França, Noruega e Estados Unidos.

   A fonte de silício é a sílica, nas suas diversas formas naturais, tais como o quartzo e ortocuarcita.
A produção de quartzo cultivado* em torno de 2000 t/ano e está concentrada em três países: Japão, Estados Unidos e China. As produções menores são detectadas na Alemanha, África do Sul, Bélgica, Brasil, Bulgária, Coréia do Sul, França, Reino Unido, Rússia e Venezuela. As reservas mundiais de cristal de quartzo natural são abundantes, mas limitada em termos de localização, para uso direto em eletrônica e aplicações ópticas em todo o mundo. Dependência do mundo em tais reservas está a diminuir, uma vez que tem sido cada vez mais utilizado como um material alternativo crescido quartzo, gerando uma nova unidade, o que implica um aumento da necessidade de flocos de crescimento do material.



 Consumo do cristal a nível industrial:

Cristal de Quartzo - Os flocos de vidro de quartzo de alta pureza, envolve pelo menos oito atividades industriais, a participação percentual de cada um para o ano mostrado na Tabela (1991), sendo a taxa de crescimento anual   7%, o que corresponde a 33% do consumo de lascas e quartzo, 66% de pureza elevada.

Indústria
% De participação
Iluminação
35,2
Semicondutores
29,5
Oculistas
4,6
Fibra ótica
5,2
Química
4,6
Instrumentos científicos
2,7
Cristais crescidos
7,6
Carga de isolamento,
2,7
Outros
7,9
Fonte: Quartzo Pureza Natural High. Parte II

A demanda crescente tendência de quartzo seria aumentar no futuro, com base nos consumidores dos mercados de produtos, tais como a indústria eletrônica na fabricação de computadores pessoais, jogos eletrônicos e celulares, também para controlar a freqüência de osciladores e filtros para circuitos eletrônicos.

Areia de sílica - Os Estados Unidos são o maior consumidor de areia industrial, em 1998 o consumo foi de 1,6% maior em relação ao ano anterior, e em 1999 o consumo doméstico nos Estados Unidos vai aumentar de 27,5 milhões para 29,5 milhões de toneladas. Areia de sílica é utilizada na fabricação de vidro e areia de moldagem, que é o principal país de exportação, devido à sua elevada qualidade e técnicas avançadas de processamento.

Silício metálico* e ferro-silício*- Nos EUA o consumo aparente em 1998 foi um aumento de 3%, a média de 1994 a 1997. Do consumido em 1998, 56% corresponde a 44% de ferro-silício e metal silício. Demanda Ferrosilicon está associada com a indústria do aço, o silício metálico, é esperado um aumento devido ao crescimento da indústria de alumínio de 3% e 8%, a indústria química.
Tripoli -Os últimos dados disponíveis são para o ano de 1996, onde o consumo de Trípoli caiu 3% em quantidade e de 4% em valor quando comparado com 1994. Em 1970, 70% da tripoli processado foi usado como um abrasivo. Desde 1995, a 75% da produção vai para Tripoli indústrias de tintas, plásticos, borracha e porcelana, quando aplicada como um enchimento ou diluente. Tripoli é composto de sílica cristalina.

Glossário:

*Ferro silício: O Ferro Silício é utilizado em grande escala nas indústrias siderúrgicas e fundições para a fabricação de aço, servindo como aditivo desoxidante e também como elemento de liga. Pode ainda ser adicionado ao ferro para atuar como agente grafitizante.

*Areias siliciosas: Existem areias que pelas suas características granulométricas e pelo seu elevado grau de pureza (quase monominerálicas), têm constituído matéria prima fundamental para o fabrico do vidro, entre outras aplicações. É o caso das areias brancas siliciosas As areias deste tipo incluem-se nas areias siliciosas do Quaternário Glacial.

*Silício metálico: O Silício Metálico é empregado basicamente na fabricação de ligas de alumínio para fundição, utilizadas nas indústrias automobilísticas, aeronáuticas, etc.
   Na indústria química o Silício Metálico é utilizado na fabricação de inúmeras resinas, silicones e lubrificantes.
   É ainda utilizado na produção de silício de altíssima pureza, por via química ou por via metalúrgica, para componentes eletrônicos usados em campos de tecnologia avançada como a computação, a comunicação espacial , os sistemas de defesa, em painéis fotovoltaicos, etc.

*Quartzo cultivado (artificial ou sintético): Uma vez que o quartzo ocorre muitas vezes maclado, muito do quartzo utilizado industrialmente é sintetizado. São produzidos grandes e perfeitos cristais não maclados em autoclave por meio do processo hidrotermal.

Produção de silício grau solar


Brasil quer produzir silício de alta pureza para fabricação de painéis solares

Cadeia produtiva do silício
"O silício é matéria-prima usada para a fabricação dos painéis solares, que usam células fotovoltaicas, para transformar a energia solar em energia elétrica. O grande desafio agora é você produzir esse silício de grau solar porque, no momento, ele é importado", esclareceu.
Segundo ele, o objetivo da pesquisa é permitir que o Brasil complete a cadeia produtiva. Hoje, o país fabrica as células fotovoltaicas, mas não produz o silício de grau solar. "Essa cadeia precisa ser fechada", observou o diretor do Cetem. Ele acredita que o programa se estenderá pelos próximos cinco anos. "É um programa de médio a longo prazo", afirmou. Os investimentos deverão ser oriundos do fundo setorial CT Energia.

Silício na agricultura




IMPORTAÇÃO vs EXPORTAÇÃO:

 As maiores reservas de cristais naturais de quartzo encontram-se no Brasil, e em menor quantidade nos Estados Unidos. O Brasil produz aproximadamente 6000 toneladas ao ano enquanto o Estados Unidos tem uma produção mais baixa cerca de 450 toneladas ao ano.
  As reservas mais importantes do Brasil estão localizadas principalmente no estado de Minas Gerais que é o mais importante produtor de silício no país.
  Na comunidade Européia os maiores produtores de quartzo de alta pureza são a Espanha e a Itália, produtores menores são os Alpes suíços, Japão, Madagascar, Angola, Namíbia e a África do Sul.
  Já a produção de areias siliciosas em 1998 foi de 120.000.000 toneladas, a oferta foi liderada pelos Estados Unidos (28%), Holanda (23%), Áustria (5,4%),   Alemanha (5,1%) e existem outros 15 países que não superam 3% da participação anual.
  Na produção de areias siliciosas a Argentina alcançou em 1994 uma produção de 9.500.000 toneladas anuais o que a levou ao terceiro lugar de países produtores.
Estatísticas de produção de outros materiais à base de sílica, como silício metálico e ferro-silício, mostram que, em 1998, a produção global foi de 3,4 milhões de toneladas, e o ferro-silício corresponde a quatro quintos do total. Os países produtores de ferro-silício são o Brasil, China, Noruega, Rússia, Ucrânia e Estados Unidos, e de silício metálico Brasil, China, França, Noruega e Estados Unidos.
   A produção de quartzo cultivado (artificial) está em torno de 2000 toneladas ao ano e está concentrada em três países: Japão, Estados Unidos e China. Existem produtores de menor escalas estão são a Alemanha, África do Sul, Bélgica, Brasil, Bulgária, Coréia do Sul, França, Reino Unido, Rússia e Venezuela. As reservas mundiais de cristal de quartzo natural são abundantes, mas limitada em termos de localização, para uso direto em eletrônica e aplicações ópticas em todo o mundo. A dependência do mundo em tais reservas está diminuindo, uma vez que o quartzo artificial tem sido cada vez mais utilizado como um material alternativo, gerando uma nova dependência, o que implica um aumento da necessidade de investimentos para o crescimento da produção deste material.






Silício na produção de cana-de-açúcar


Procedimentos físicos e químicos


Os métodos físicos de purificação do silício metalúrgico se baseiam na maior solubilidade das impurezas contidas no silício líquido, de forma que este se concentre nas últimas zonas solidificadas.
O primeiro método , usado de forma limitada para construir radares durante a Segunda Guerra Mundial, consistiu em moer o silício de forma que as impurezas se acumulem nas superfícies dos grânulos, que dissolvidos com ácido se obtém um pó mais puro. A fusão por zonas, o primeiro método de obtenção industrial, consiste em fundir a extremidade de uma barra de silício e depois deslocar lentamente o foco de calor ao longo da barra, de modo que o silício vai se solidificando com uma pureza maior devido ao arrasto na zona fundida de grande parte das impurezas. O processo pode ser repetido várias vezes até se obter a pureza desejada cortando-se, então, o extremo final onde se acumulou as impurezas.





Os métodos químicos, usados atualmente, atuam sobre um composto de silício que seja mais fácil de purificar decompondo-se após a purificação para obter o silício. Os compostos mais usados são o triclorosilano (HSiCl3), o tetracloreto de silício (SiCl4) e o silano (SiH4).
No processo Siemens , as barras de silício de alta pureza são expostas a 1150 °C ao triclorosilano, gás que se decompõem depositando silício adicional na barra segundo a reação:
2 HSiCl3 → Si + 2 HCl + SiCl4
O silício obtido por este método e por outros similares apresenta uma fração de impurezas de 0,001 ppm ou menos e é denominadosilício policristalino .
O método Dupont consiste em reagir tetracloreto de silício a 950 °C com vapores de zinco muito puros:
SiCl4 + 2 Zn → Si + 2 ZnCl2
Este método, entretanto, está repleto de dificuldades (o cloreto de zinco, subproduto da reação, solidifica e leva à obstrução das linhas de produção) por isso abandonado em favor do método Siemens.
Uma vez obtido o silício ultrapuro é necessário obter-se o monocristal utilizando-se para tal o método Czochralski.


Saiba mais sobre o assunto...



Obtenção comercial


quarta-feira, 31 de outubro de 2012





Silício na produção de silicones

   Derivado do cristal de rocha quartzo, é considerado produto inorgânico; devido a isto, tem como uma de suas principais características, a vida útil mínima de 10 anos. Os silicones são altamente resistentes ao ultravioleta e intemperismos, tais como efeito ozona, altas ou baixas temperaturas ambientes (em geral de -45 a +145°C). Tecnicamente chamados de siloxanos polimerizados ou polissiloxanos, eles são polímeros mistos de material orgânico e inorgânico com a fórmula química [R2SiO]n, onde R = grupo orgânico como metiletil, e fenil. Esses materiais consistem de um esqueleto inorgânico silício-oxigênio  (…-Si-O-Si-O-Si-O-…) com grupos laterais orgânicos ligados aos átomos de silício. Variando o comprimento da cadeia principal, o tipo dos grupamentos laterais e as ligações entre cadeias, os silicones podem ser sintetizados com uma grande variedade de propriedades e composições. Podem variar de consistência líquida a de gel, borracha ou plástico duro. As características físico-quimicas das siliconas são especialmente determinadas pelo fato da grande mobilidade da sua cadeia, uma vez que o impedimento espacial é pequeno neste grupo de produtos.
    Silicones são compostos quimicamente inertes, inodoros, insípidos e incolores, resistentes à decomposição pelo calor, água ou agentes oxidantes, além de serem bons isolantes elétricos.Podem ser sintetizados em grande variedade de formas com inúmeras aplicações práticas, por exemplo, como agentes de polimento, vedação e proteção. São também impermeabilizantes, lubrificantes e na medicina são empregados como material básico de  próteses. Atualmente estima-se que os silicones são utilizados em mais de 5.000 produtos.

Células Solares


Saiba mais sobre o assunto !



Vídeo Aula, uso do silício na eletrônica

              Sinceros agradecimentos da equipe ao professor Robson Soares Fractucello pela aula e pelos esclarecimentos!

              Agora ficamos sabendo como esse elemento tão importante é utilizado no campo eletrônico.

Aproveitem a aula! 





Vale do silício



Utilizado para a produção de ligas metálicas, na preparação de silicones, na indústria cerâmica e, por ser um material semicondutor muito abundante, tem um interesse muito especial na indústria eletrônica e microeletrônica, como material básico para a produção de transistores para chips, células solares e em diversas variedades de circuitos eletrônicos. Por esta razão é conhecida como Vale do silício a região da Califórnia (Estados Unidos) onde estão concentrados numerosas empresas do setor de eletrônica e informática.

   O Vale do Silício , na Califórnia, Estados Unidos, é uma região na qual está situado um conjunto de empresas implantadas a partir da década de 1950 com o objetivo de gerar inovações científicas e tecnológicas, destacando-se na produção de Chips, na eletrônica e informática.
   A industrialização dessa região teve início nos anos 90, mas o impulso para o seu desenvolvimento se deu com aSegunda Guerra Mundial e principalmente durante a Guerra Fria, devido à corrida armamentista e aeroespacial. Foram as indústrias eletrônicas do Vale do Silício que forneceram transistores para mísseis e circuitos integrados para os computadores que guiaram as naves Apollo
Apple

Google

Adobe Systems
   O Vale do Silício abrange várias cidades do estado da Califórnia, ao sul de São Francisco, como Palo Alto e Santa Clara, estendendo-se até os subúrbios de San José.Muitas empresas que hoje estão entre as maiores do mundo foram gestadas na região como:

 Entre outras...

Para se distrair :B