JORNAL SILÍCIO
Nordeste pode
atrair indústrias de silício
A Associação Brasileira das Empresas de Energia Renovável (Abeer) deseja
incluir no projeto de lei do deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), que vai
tratar sobre a energia renovável, atrativos que permitam captar uma indústria
de refino de silício para o Nordeste.
A
implantação de uma unidade deste tipo demandaria um investimento que varia
entre US$ 7 bilhões e US$ 10 bilhões e atrairia outras empresas para a Região,
que podem usar o mineral refinado para fazer placas fotovoltaicas – usadas para
fabricar energia elétrica a partir dos raios solares –, celulares,
processadores de computador, componentes da indústria eletroeletrônica e peças
para equipamentos usados nas usinas de geração eólica.
“Existe
uma grande empresa interessada em implantar uma nova unidade de refino e está
em aberto o local que vai receber o empreendimento”, afirmou o presidente da
Abeer, Fernando Cunha. Só existem cinco empresas que detêm a tecnologia de
refino do silício no mundo. O Nordeste tem reservas do mineral no Semi-Árido de
vários Estados, incluindo Bahia, Pernambuco e Ceará. Já existem minas sendo
exploradas por uma multinacional na Bahia.
“A
nossa expectativa é que a lei estimule toda a cadeia produtiva gerada em torno
do silício, chegando até aos usuários que usam a energia gerada por fontes
renováveis”, comentou Cunha, acrescentando que depois da aprovação da lei a
entidade vai entrar em contato com a empresa que vai abrir uma nova unidade e
convidar os seus diretores para visitar o Nordeste.
“Com
a aprovação da lei, também vamos entrar em contato com os governadores para ver
quais os Estados que têm interesse em atrair este tipo de empresa”, disse
Cunha. Segundo ele, cada Estado poderia ficar com uma parte da cadeia, que
inclui a exploração da mina, o refino do mineral e a implantação de empresas
que vão usar o silício refinado para fazer produtos acabados.
“Cerca
de 90% de todo o material que é consumido no Vale do Silício, nos Estados
Unidos, sai das minas brasileiras”, informou Cunha. O Vale do Silício é uma
região que fabrica produtos de informática. O Brasil tem a maior reserva de
silício do mundo.
Segundo
informações da Abeer, o Brasil exporta o silício bruto a aproximadamente US$ 60
por tonelada e importa, em média, a US$ 600 mil por tonelada em forma de
processadores de computador, celulares e placas fotovoltaicas.
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