quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Silício no Nordeste


JORNAL SILÍCIO

Nordeste pode atrair indústrias de silício

A Associação Brasileira das Empresas de Energia Renovável (Abeer) deseja incluir no projeto de lei do deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), que vai tratar sobre a energia renovável, atrativos que permitam captar uma indústria de refino de silício para o Nordeste.


A implantação de uma unidade deste tipo demandaria um investimento que varia entre US$ 7 bilhões e US$ 10 bilhões e atrairia outras empresas para a Região, que podem usar o mineral refinado para fazer placas fotovoltaicas – usadas para fabricar energia elétrica a partir dos raios solares –, celulares, processadores de computador, componentes da indústria eletroeletrônica e peças para equipamentos usados nas usinas de geração eólica.

“Existe uma grande empresa interessada em implantar uma nova unidade de refino e está em aberto o local que vai receber o empreendimento”, afirmou o presidente da Abeer, Fernando Cunha. Só existem cinco empresas que detêm a tecnologia de refino do silício no mundo. O Nordeste tem reservas do mineral no Semi-Árido de vários Estados, incluindo Bahia, Pernambuco e Ceará. Já existem minas sendo exploradas por uma multinacional na Bahia.

“A nossa expectativa é que a lei estimule toda a cadeia produtiva gerada em torno do silício, chegando até aos usuários que usam a energia gerada por fontes renováveis”, comentou Cunha, acrescentando que depois da aprovação da lei a entidade vai entrar em contato com a empresa que vai abrir uma nova unidade e convidar os seus diretores para visitar o Nordeste.

“Com a aprovação da lei, também vamos entrar em contato com os governadores para ver quais os Estados que têm interesse em atrair este tipo de empresa”, disse Cunha. Segundo ele, cada Estado poderia ficar com uma parte da cadeia, que inclui a exploração da mina, o refino do mineral e a implantação de empresas que vão usar o silício refinado para fazer produtos acabados.

“Cerca de 90% de todo o material que é consumido no Vale do Silício, nos Estados Unidos, sai das minas brasileiras”, informou Cunha. O Vale do Silício é uma região que fabrica produtos de informática. O Brasil tem a maior reserva de silício do mundo.

Segundo informações da Abeer, o Brasil exporta o silício bruto a aproximadamente US$ 60 por tonelada e importa, em média, a US$ 600 mil por tonelada em forma de processadores de computador, celulares e placas fotovoltaicas.

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